Antes da Revolução de 1930, que pôs Vargas como presidente provisório, as eleições brasileiras mantinham um padrão. Desde a presidência de Campos Salles (1898-1902), o presidente era definido pela elite oligárquica, que optava por intercalar o poder entre São Paulo e Minas Gerais. Isso ocorria devido ao sistema eleitoral brasileiro, que funcionava de forma totalmente fraudulenta, graças ao voto aberto. Os coronéis definiam em quem o povo podia votar a partir da política do clientelismo (concessão de favores em troca de votos) e, as vezes, com o uso da violência. O termo "currais eleitores", inclusive, foi utilizado pelos historiadores para nomear esse período, visto que as eleições eram baseadas na pressão e intimidação, não cumprindo o seu papel democrático.