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    Aluna é condenada a indenizar professor em R$ 5 mil por danos morais

    O professor entrou com uma ação contra a aluna e a mãe dela por danos morais após discussão em sala de aula

    Uma ex-aluna da Escola de Referência em Ensino Médio (EREM) Apolônio Sales, localizada no bairro do Ibura, Zona Sul do Recife-PE, foi condenada a pagar uma indenização no valor de R$ 5 mil a um professor. Jeff Kened Barbosa de Melo, professor da instituição, processou a aluna e a mãe dela por danos morais. Em 2016, a aluna, que cursava o 2º ano do ensino médio, entrou com uma ação contra o docente por ele a ter trocado de lugar durante uma aula em que ela e alguns colegas atrapalhavam a disciplina com conversas paralelas.

    O caso aconteceu em 11 de abril de 2016, durante uma aula de Física. De acordo com o professor, a aluna estava conversando durante a explicação e por isso ele pediu para que ela se sentasse em outro local, a fim de diminuir as conversas. A jovem, que na época era menor de idade, discutiu com ele e afirmou que o mesmo não tinha autoridade para trocá-la de cadeira. No dia seguinte, a garota e a mãe compareceram à escola informando que processariam o docente por danos morais, alegando que o constrangimento sofrido por ela teria causado prejuízos psicológicos. O professor ainda informou que chegou a pedir desculpas à aluna, mas ela não aceitou.

    Jeff Kened foi acionado pelo Conselho Tutelar, pelo Ministério Público de Pernambuco (MPPE) e pela Gerência Regional de Educação (GRE) Recife Sul. Após o caso ser analisado, todos os pareceres foram favoráveis ao professor, que leciona Física e Matemática há oito anos na escola e atua como docente há 25.

    Ainda no mesmo ano, Jeff processou mãe e filha por danos morais. No documento, assinado pelo juíz Auziênio de Carvalho Cavalcanti, fica claro que o constrangimento que a aluna relatou não pode ser classificado como dano moral. “O constrangimento que ela alega haver sofrido, encontra-se fora da órbita do dano moral, que configura a dor, vexame, sofrimento ou humilhação que, de forma anormal, interfira no comportamento psicológico do indivíduo, logo o pedido contraposto resta improcedente”, esclarece a sentença publicada no último dia 20 de fevereiro de 2018.

    O professor ainda informou que essa não foi uma vitória só dele e que recebeu apoio de docentes de todo o país. “Essa luta, essa batalha toda que houve não é uma vitória minha, mas de toda a classe dos professores”, comentou.

    (https://jconline.ne10.uol.com.br - Publicado em 27/02/2018, às 12h27)

    A função do gênero em estudo é:

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    O título principal da notícia é:

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    O título auxiliar da notícia é:

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    A informação principal do texto é:

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    O fato que gerou a notícia foi:

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    Mendigo

    Eu estava diante de uma banca de jornais na Avenida, quando a mão do mendigo se estendeu. Dei-lhe uma nota tão suja e tão amassada quanto ele. Guardou-a no bolso, agradeceu com um seco obrigado e começou a ler as manchetes dos vespertinos. Depois me disse:

    – Não acredito um pingo em jornalistas. São muito mentirosos. Mas tá certo: mentem para ganhar a vida. O importante é o homem ganhar a vida, o resto é besteira.

    Calou-se e continuou a ler as notícias eleitorais:

    – O Brasil ainda não teve um governo que prestasse. Nem rei, nem presidente. Tudo uma cambada só.

    Reconheceu algumas qualidades nessa ou naquela figura (aliás, com invulgar pertinência para um mendigo), mas isso, a seu ver, não queria dizer nada:

    – O problema é o fundo da coisa: o caso é que o homem não presta. Ora, se o homem não presta, todos os futuros presidentes serão ruínas. A natureza humana é que é de barro ordinário. Meu pai, por exemplo, foi um homem bastante bom. Mas não deu certo ser bom durante muito tempo: então ele virou ruim.

    Suspeitando de que eu não estivesse convencido da sua teoria, passou a demonstrar para mim que também ele era um sujeito ordinário como os outros:

    – O senhor não vê? Estou aqui pedindo esmola, quando poderia estar trabalhando. Eu não tenho defeito físico nenhum e até que não posso me queixar da saúde.

    Tirei do bolso uma nota de cinquenta e lhe ofereci pela sua franqueza.

    – Muito obrigado, moço, mas não vá pensar que eu vou tirar o senhor da minha teoria. Vai me desculpar, mas o senhor também no fundo é igualzinho aos outros. Aliás, quer saber de uma coisa? Houve um homem de fato bom. Chamava-se Jesus Cristo. Mas o senhor viu o que fizeram com ele?

    Para gostar de ler. Vol. 2. São Paulo: Ática, 1978

    O assunto abordado pela crônica é:

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    Marque a alternativa que se relaciona ao trecho abaixo:

    “Meu pai, por exemplo, foi um homem bastante bom. Mas não deu certo ser bom durante muito tempo: então ele virou ruim.”

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    Marque o trecho que apresenta traços descritivos.

  • #9 1 pt(s)

    Marque o trecho que REAFIRMA a visão do mendigo perante o ser humano:

  • #10 1 pt(s)

    Mesmo o homem fazendo uma doação ao mendigo, qual foi o posicionamento dele diante do homem?

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Quiz criado por wemerson699 em 01/04/2020 e atualizado em 14/05/2020. Esse quiz foi resolvido 899 vezes.
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