Atividade com 32 questões sobre culturas de amostras clínicas e procedimentos relacionados.
As ITU podem ser ascendentes ou descendentes.
A Infecção do Trato Urinário (ITU) é uma das infecções bacterianas mais comuns, sendo a urina o material clínico mais frequentemente enviado ao laboratório de microbiologia para análise.
Amostras de urina são submetidas à cultura somente quando existe suspeita de ITU.
As ITU podem acometer indivíduos de todas as idades, independente do seu estado geral de saúde, sendo mais frequente em crianças do sexo feminino, em recém-nascidos do sexo masculino, em mulheres jovens sexualmente ativas e em idosos.
ITU é uma infecção hospitalar frequente, mas normalmente não está associada a algum procedimento hospitalar.
Gestantes, pacientes com lesões na medula, em uso de cateteres, diabéticos, com esclerose múltipla ou com HIV apresentam risco aumentado de desenvolver ITU.
A uretra mais longa nas mulheres e a sua proximidade com o reto facilita a ITU.
Os agentes etiológicos que mais frequentemente causadores de ITU são as enterobactérias, como Escherichia coli, Klebsiella pneumoniae, Proteus spp. e Enterobacter spp.
Entre os cocos Gram positivos, os mais frequentes envolvidos com ITU são os estafilococos, destacando-se Staphylococcus aureus, além de Enterococcus spp.
A E. coli é o principal agente das infecções urinárias comunitárias (70% dos casos).
ITU por Candida spp. são mais frequentemente causadas por Candida albicans e acometem recém-nascidos e pacientes imunocompetentes.
A maioria das ITU é caracterizada pela presença de um número elevado de leucócitos na amostra (piúria).
Pacientes diabéticos e idosos podem apresentar piúria assintomática.
Pacientes com uretrites por clamídia ou com tuberculose renal podem apresentar piúria sem bacteriúria.
A urina dificilmente é contaminada no momento da coleta com a microbiota presente na uretra distal, vagina, lábios e pele periuretral.
A amostra ideal para a realização da urocultura é a do primeiro jato da primeira urina da manhã.
As amostras de urina coletadas que não possam ser processadas em até 2 horas devem ser mantidas refrigeradas (2 a 8℃) por no máximo 48 horas.
Não devem ser obtidas amostras de recipientes coletores utilizados em hospitais (comadres, papagaio) ou diretamente da bolsa coletora de pacientes cateterizados.
A presença de um ou mais microrganismos por campo no Gram de urina não centrifugada correlaciona geralmente com crescimento ≥ 100,000 UFC/mL.
Piúria associada à bacteriúria é um bom indicador de ITU.
A infecção gastrointestinal é caracterizada por diarreia e/ou vômitos e, em alguns casos, febre.
Na cultura de fezes, habitualmente, são pesquisados os agentes bacterianos mais comuns em nosso meio: Salmonella spp., Shigella spp., alguns sorotipos de Escherichia coli e Campylobacter spp.
Outros agentes também são pesquisados normalmente na coprocultura de rotina, tais como, por exemplo, Yersinia spp., Vibrio spp. e Clostridioides difficile.
A pesquisa de toxina para C. difficile é indicada para pacientes apresentando diarreia, com suspeita clínica de colite pseudomembranosa, com história de antibioticoterapia prévia e após investigação de outros patógenos entéricos causadores de diarreia.
A patogenicidade dos microrganismos mais frequentes que causam diarreia normalmente está relacionada à produção de toxina, à invasão tecidual ou à aderência da bactéria no intestino.
De modo geral, um paciente com intoxicação alimentar apresenta fezes pastosa, febre, poucas evacuações, ausência de vômito, pouca desidratação, leucócitos, sangue e muco nas fezes.
A coleta para a coprocultura deve ser realizada no início dos episódios de diarreia (geralmente em até 7 dias).
Meios de transporte líquidos associados ao uso de swab estão disponíveis comercialmente, basta mergulhar o swab nas fezes e introduzi-lo no meio de transporte.
Fezes sem conservante devem ser armazenadas e transportadas à temperatura ambiente e processadas no máximo em 1 hora após a coleta.
Fezes com conservante: podem ser encaminhadas ao laboratório à temperatura ambiente ou mantidas refrigeradas durante até 24 horas.
Amostras de fezes contaminadas com urina ou swab seco (sem meio transporte) podem ser processadas normalmente.
A detecção de patógenos causadores de gastroenterites pode ser realizada utilizando os métodos tradicionais de cultura ou métodos moleculares.