O ópio era tradicionalmente empregado em tratamentos medicinais na Índia. Produzido na China – a essa altura controlada pelos ingleses –, passou a ser vendido ilegalmente aos indianos por companhias de comércio britânicas. O aumento da oferta transformou-se em um problema de saúde pública, na medida em que viciou boa parte da população, em especial os camponeses. A situação foi tão crítica que resultou na intervenção direta do governo indiano. Diversas correspondências foram enviadas, em vão, à rainha Vitória, solicitando o fim de tal comércio, até que o governo indiano resolveu agir de outra forma. Em 1839, as autoridades daquele país confiscaram e queimaram cerca de 20 mil caixas do produto na cidade de Cantão. Os britânicos, por sua vez, consideraram o ato uma afronta aos seus interesses, o que deu início ao que ficou conhecido como a Guerra do Ópio (1839-1842). Derrotada, a Índia viu-se obrigada a assinar o Tratado de Nanquim (1842) e a Inglaterra garantiu a abertura de cinco portos aos seus interesses, destacando-se Xangai, além de obter a cessão de Hong Kong.