• #1 1 pt(s)

    Segundo Moraes (2017, p. 25), "o Conto, apesar de conciso, é capaz de levar o leitor para a descoberta de um sentido não explícito e se apresenta por meio de várias tipologias, dentre elas: o conto rural, de costumes (representação da realidade); o sócio documental (preocupa-se com grupos subalternos dentro das divisões de classes); o conto psicológico (foca no discurso das personagens); conto alegórico (apresenta a alegoria e a ironia como elementos comuns)."

    Conforme o trecho acima e seus estudos sobre o gênero literário conto, podemos afirmar exceto que

  • #2 1 pt(s)

    Sobre a estrutura do conto, marque a alternativa que apresenta corretamente os momentos do texto.

  • #3 1 pt(s)

    Tempo cronológico é o tempo analisado exclusivamente com base nos relógios e calendários, como consequência dos movimentos de rotação e translação da Terra. É a forma de percepção do tempo que atribui idade às coisas. Isso significa que o tempo cronológico organiza-se de acordo com a sucessão dos acontecimentos. Esse tempo é denominado como tempo externo, justamente por estar a parte do personagem, por ser externo a ele. Em outras palavras: o tempo cronológico é contado no relógio, horas, dias, anos, numa ordem linear de tempo. Uma sequência em sentido horário.

    Marque a alternativa que não exemplifica o tempo cronológico:

  • #4 1 pt(s)

    Nos contos psicológicos, o foco é a investigação do mundo interior dos personagens, em uma tentativa de mostrar seus receios, impulsos e desejos. O emprego do narrador onisciente revela o mundo interior, o pensamento íntimo das personagens, sem delimitá-los com o uso das aspas ou de travessão. Isso faz com que as realidades externa e interna, mais intimista, se misturem no conto.

    Entretanto, mesmo no conto psicológico...

  • #5 1 pt(s)

    Em relação ao tempo psicológico, assinale a alternativa incorreta

  • #6 1 pt(s)

    O tempo compõe as marcas cronológicas na narrativa, expressas por meio de construções como dia, mês, ano, estações do tempo etc. Também pode ocorrer por meio de marcas psicológicas do personagem ou narrador. Esse elemento da narrativa possui três níveis: tempo cronológico, tempo psicológico e a técnica do flashback.

    Em relação ao tempo no conto, marque a alternativa incorreta

  • #7 1 pt(s)

    Os contos sociais tratam, prioritariamente, de

  • #8 1 pt(s)

    Leia as assertivas, abaixo, e marque V ou F.

    Foco narrativo é a posição que o narrador assume para relatar os acontecimentos. O conto pode ser narrado em 1ª pessoa ou 3ª pessoa.

    Narrador em 1ª pessoa: trata-se do narrador personagem. Com esse foco narrativo, o conto ganha mais subjetividade, pois o narrador está emocionalmente envolvido na narrativa.

    Narrador em 3ª pessoa: o narrador não participa ativamente dos acontecimentos, com isso, a narrativa ganha mais objetividade. Nesse foco narrativo, o narrador pode ser onisciente ou observador.

    Narrador onisciente: é o narrador que conhece profundamente a história e relata, inclusive, os pensamentos dos personagens.

    Narrador observador: não está a par de toda a história e relata apenas os fatos que vão acontecendo. Esse narrador não faz antecipações nem intervenções no relato da história.

  • #9 1 pt(s)

    (ENEM - 2012) E como manejava bem os cordéis de seus titeres, ou ele mesmo, titere voluntário e consciente, como entregava o braço, as pernas, a cabeça, o tronco, como se desfazia de suas articulações e de seus reflexos quando achava nisso conveniência. Também ele soubera apoderar-se dessa arte, mais artifício, toda feita de sutilezas e grosserias, de expectativa e oportunidade, de insolência e submissão, de silêncios e rompantes, de anulação e prepotência. Conhecia a palavra exata para o momento preciso, a frase picante ou obscena no ambiente adequado, o tom humilde diante do superior útil, o grosseiro diante do inferior, o arrogante quando o poderoso em nada o podia prejudicar. Sabia desfazer situações equívocas, e armar intrigas das quais se saía sempre bem, e sabia, por experiência própria, que a fortuna se ganha com uma frase, num dado momento, que Este momento único, irrecuperável, irreversível, exige um estado de alerta para a sua apropriação.

    RAWET,S. O aprendizado, in. Diálogo. Rio de Janeito: GRD, 1963 (fragmento).

    No conto, o autor retrata criticamente a habilidade do personagem no manejo de discursos diferentes segundo a posição do interlocutor na sociedade. A crítica à conduta do personagem está centrada

  • #10 1 pt(s)

    (ENEM - 2009) A partida

    Acordei pela madrugada. A princípio com tranquilidade, e logo com obstinação, quis novamente dormir. Inútil, o sono esgotara-se. Com precaução, acendi um fósforo: passava das três. Restava-me, portanto, menos de duas horas, pois o trem chegaria às cinco. Veio-me então o desejo de não passar mais nem uma hora naquela casa. Partir, sem dizer nada, deixar quanto antes minhas cadeias de disciplina e de amor.

    Com receio de fazer barulho, dirigi-me à cozinha, lavei o rosto, os dentes, penteei-me e, voltando ao meu quarto, vesti-me. Calcei os sapatos, sentei-me um instante à beira da cama. Minha avó continuava dormindo. Deveria fugir ou falar com ela? Ora, algumas palavras... Que me custava acordá-la, (dizer-lhe adeus?).

    LINS, O. A parda. Melhores contos. Seleção e prefácio de. “Sandra Nini. São Paulo: Global, 2003.

    No texto, o personagem narrador, na iminência da partida, descreve a sua hesitação em separar-se da avó. Esse sentimento contraditório fica claramente expresso no trecho:

  • #11 1 pt(s)

    Um Apólogo

    (Machado de Assis)

    Era uma vez uma agulha, que disse a um novelo de linha:

    — Por que está você com esse ar, toda cheia de si, toda enrolada, para fingir que vale alguma cousa neste mundo?

    — Deixe-me, senhora.

    — Que a deixe? Que a deixe, por quê? Porque lhe digo que está com um ar insuportável? Repito que sim, e falarei sempre que me der na cabeça.

    — Que cabeça, senhora? A senhora não é alfinete, é agulha. Agulha não tem cabeça. Que lhe importa o meu ar? Cada qual tem o ar que Deus lhe deu. Importe-se com a sua vida e deixe a dos outros.

    — Mas você é orgulhosa.

    — Decerto que sou.

    — Mas por quê?

    — É boa! Porque coso. Então os vestidos e enfeites de nossa ama, quem é que os cose, senão eu?

    — Você? Esta agora é melhor. Você é que os cose? Você ignora que quem os cose sou eu e muito eu?

    — Você fura o pano, nada mais; eu é que coso, prendo um pedaço ao outro, dou feição aos babados...

    — Sim, mas que vale isso? Eu é que furo o pano, vou adiante, puxando por você, que vem atrás obedecendo ao que eu faço e mando...

    — Também os batedores vão adiante do imperador.

    — Você é imperador?

    — Não digo isso. Mas a verdade é que você faz um papel subalterno, indo adiante; vai só mostrando o caminho, vai fazendo o trabalho obscuro e ínfimo. Eu é que prendo, ligo, ajunto...

    Estavam nisto, quando a costureira chegou à casa da baronesa. Não sei se disse que isto se passava em casa de uma baronesa, que tinha a modista ao pé de si, para não andar atrás dela. Chegou a costureira, pegou do pano, pegou da agulha, pegou da linha, enfiou a linha na agulha, e entrou a coser. Uma e outra iam andando orgulhosas, pelo pano adiante, que era a melhor das sedas, entre os dedos da costureira, ágeis como os galgos de Diana — para dar a isto uma cor poética. E dizia a agulha:

    — Então, senhora linha, ainda teima no que dizia há pouco? Não repara que esta distinta costureira só se importa comigo; eu é que vou aqui entre os dedos dela, unidinha a eles, furando abaixo e acima...

    A linha não respondia; ia andando. Buraco aberto pela agulha era logo enchido por ela, silenciosa e ativa, como quem sabe o que faz, e não está para ouvir palavras loucas. A agulha, vendo que ela não lhe dava resposta, calou-se também, e foi andando. E era tudo silêncio na saleta de costura; não se ouvia mais que o plic-plic-plic-plic da agulha no pano. Caindo o sol, a costureira dobrou a costura, para o dia seguinte. Continuou ainda nessa e no outro, até que no quarto acabou a obra, e ficou esperando o baile.

    Veio a noite do baile, e a baronesa vestiu-se. A costureira, que a ajudou a vestir- se, levava a agulha espetada no corpinho, para dar algum ponto necessário. E enquanto compunha o vestido da bela dama, e puxava de um lado ou outro, arregaçava daqui ou dali, alisando, abotoando, acolchetando, a linha para mofar da agulha, perguntou-lhe:

    — Ora, agora, diga-me, quem é que vai ao baile, no corpo da baronesa, fazendo parte do vestido e da elegância? Quem é que vai dançar com ministros e diplomatas, enquanto você volta para a caixinha da costureira, antes de ir para o balaio das mucamas? Vamos, diga lá.

    Parece que a agulha não disse nada; mas um alfinete, de cabeça grande e não menor experiência, murmurou à pobre agulha:

    — Anda, aprende, tola. Cansas-te em abrir caminho para ela e ela é que vai gozar da vida, enquanto aí ficas na caixinha de costura. Faze como eu, que não abro caminho para ninguém. Onde me espetam, fico.

    Contei esta história a um professor de melancolia, que me disse, abanando a cabeça:

    — Também eu tenho servido de agulha a muita linha ordinária!

    Disponível em Domínio Público: http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&co_ obra=16978.

    O título do conto de Machado de Assis, “Apólogo”, nos dá uma indicação do gênero literário que serviu de inspiração para o modo como o autor construiu seu texto. Um apólogo possui similaridades com o gênero literário conhecido como fábula, gênero este bastante conhecido no universo da literatura infantil. A partir da leitura do conto de Machado de Assis, quais similaridades podemos destacar entre seu texto e as fábulas?

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Quiz criado por haiany660 em 25/02/2021 e atualizado em 18/01/2022. Esse quiz foi resolvido 2588 vezes.
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